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Reportagens
03/12/2011
Europa em 10 dias
A rica diversidade histórica, com suas igrejas, castelos e construções antigas, a arte preservada em grandes museus e galerias e as belíssimas paisagens atraem, anualmente, milhões de turistas de todas as partes do mundo à Europa. Neste roteiro, descubra o que Londres, Paris, Bruxelas e Amsterdam têm de melhor! Por Cristina Magnani
1º parada – Inglaterra
Sem sombra de dúvida, Londres é a mais cosmopolita de todas as capitais da Europa. São dois mil anos de história, com a vitalidade de uma jovem capital. A organização e o respeito às regras são marcas registradas do jeito londrino de ser. Possui cerca de sete milhões de habitantes, com dezenas de comunidades estrangeiras, que, juntas, somam mais de 200 idiomas diferentes falados diariamente.
Seus edifícios centenários, com suas janelinhas e cortinas de renda branca, foram reformados apenas internamente, preservando integralmente as fachadas acinzentadas, que contrastam com o contemporâneo em perfeita harmonia. Em certos bairros, você tem a nítida impressão de ter voltado alguns séculos no tempo. Aqui, há um verdadeiro equilíbrio (ou seria uma grande disputa?) entre tradição e contemporaneidade, que andam de mãos dadas. Durante um passeio pelo rio Thames, por exemplo, você verá o clássico Big Ben de um lado, que há 150 anos toca as monótonas badaladas e sua velha e conhecida melodia e, do outro, a London Eye (trata-se da maior roda gigante do mundo, construída para marcar o novo milênio). Sua vista panorâmica tem alcance de cerca de 40km e a volta completa dura meia hora.
Conta-se que o nome Big Ben surgiu graças a Sir Benjamin Hall, engenheiro responsável pela construção do Palácio de Westminster, em 1855. Por ser grandalhão, era conhecido como Big Ben. Dizem que Sir Benjamim resolveu gravar seu apelido no sino de 13 toneladas, a ser instalado no topo da torre mais alta do Palácio de Westminster. Bastaram alguns anos, desde então, para que o mundo passasse a se referir ao grande sino como Big Ben.
Ao lado do Big Ben está a Abadia de Westminster, a mais antiga e importante de Londres, onde ocorrem as cerimônias de coroação há mais de mil anos e onde, em abril deste ano, Kate e William se casaram. Ali está também o Parlamento, que desde o século XVI serve de sede para as duas câmaras, a dos Lordes e a dos Comuns.
Perto dali, no Palácio de Buckingham, residência oficial da rainha, é possível assistir à famosa troca da guarda. O desfile dura meia hora, e multidões se reúnem para ver a entrega das chaves do palácio a um novo destacamento. A The Royal Guard é o regimento mais conhecido do exército inglês, devido ao seu famoso uniforme. Ela é responsável pela guarda dos palácios de Buckingham, Saint James e Windsor, residências oficiais da família real.
Na Torre de Londres, um dos edifícios mais antigos da cidade (1097), estão enterradas duas das esposas de Henrique VIII, Ana Bolena e Catarina Howard. Já serviu de residência real e, na época medieval, a torre passou a servir também como prisão. Hoje, abriga as Joias da Coroa, incluindo o maior diamante do mundo, exposições de arte e a maior exposição de armas e armaduras medievais do mundo.
Arte, aliás, é o que a cidade mais oferece. British Museum, Tate Britaim, National Gallery, Madame Tussaud, Planetário, Natural History Museum, Victoria and Albert Museum, Science Museum, Museum of London e Sherlock Holmes Museum são algumas das opções para quem busca desde a arte pré-histórica até as perfeitas réplicas em cera das maiores celebridades do mundo.
Para conhecer a verdadeira Londres, permita-se dar um passeio pelos seus bairros de vida pulsante, superanimada, e descubra uma diversidade de boas atrações para todos os estilos e gostos. O melhor ponto de partida para explorar a cidade é West End, que fica próximo ao Palácio de Buckingham. Trata-se do centro social e cultural inglês. Em Covent Garden, por exemplo, onde fica a famosa St. Paul´s Church, você encontrará cafés a céu aberto e artistas de rua apresentando suas performances. Já no boêmio e animado bairro do Soho, um dos mais visitados da cidade, estão os tradicionais pubs ingleses, teatros, cinemas, restaurantes e bares com música ao vivo. É nesse bairro que está a frenética e mais famosa rua de compras, Oxford Street, um paraíso que abriga as principais grifes mundiais. Aproveite para visitar a Hamley´s, considerada a maior loja de brinquedos do mundo.
Outro ponto de parada obrigatória para quem curte compras é a mais antiga e famosa loja de departamentos da cidade, a Harrod´s, que fica em Knightsbridge.
Agora, ir a Londres e não experimentar o famoso e centenário chá das cinco é como ir à Bahia e não comer vatapá. A dica é o afternoon tea no The Berkeley Hotel. Não é um simples chá da tarde, mas um Prêt-a-Portea que traz todas as tendências da moda em seus docinhos estilizados, como o salto alto da Miu Miu e o trench coat de biscoito da Burberry. Duas vezes ao ano, as “coleções” são renovadas e (muito bem) acompanhadas de uma Laurent Perrier.
Se tiver mais tempo
Windsor
Em 1080, Guilherme da Normandia, o Conquistador, construiu o Castelo de Windsor para proteger a entrada oeste de Londres. Desde então, cada monarca vem imprimindo seu gosto real nas inúmeras reformas que o castelo já sofreu.
Residência ofi cial da rainha para os fi nais de semana, Windsor já foi sede da corte e capital do reino. É também onde estão enterrados dez monarcas, entre eles Henrique VIII.
A visita pela parte aberta ao público do castelo vale cada minuto. Cada aposento, desde a Queen Mary’s Doll’s House, projetada em 1924, que abriga não somente as bonecas e brinquedos reais, como modelos exclusivos de vestidos, malas de viagem e sapatos, até a biblioteca real, onde se encontram obras de arte como as de Leonardo da Vinci, é rico em detalhes de decoração e história.
Ao redor do castelo, junto à estação de trem, você encontra galerias de lojas, além de lojinhas de souvenires, restaurantes e pubs para curtir uma típica tarde inglesa.
HARROD´S, a maior, mais luxuosa e mais antiga
Se você estiver procurando algo específico e não encontrar na Harrod´s, esqueça. Provavelmente não encontrará em nenhum outro lugar. Essa é a fama da maior, mais luxuosa e antiga loja de departamentos do mundo, que tem como lema: “Todas as coisas, para todas as pessoas, em todo lugar” (Omnia Omnibus Ubique). São 90 mil metros quadrados de espaço de venda, numa área total de cinco acres. Mais do que um delírio de consumo, um passeio pela loja é uma grande aventura visual: todas as marcas possíveis e imagináveis se encontram lá. São mais de 300 departamentos, milhares de funcionários, e a loja ainda possui seu próprio banco.
Foi inaugurada, em 1834, numa área pobre de East End naquela época, Knightsbridge, pelo jovem Charles Henry Harrod, um mercadante de chá e comerciante por atacado de secos e molhados. No final do século XIX, a loja já tinha como clientes Oscar Wilde, Charlie Chaplin, Laurence Olivier, Sigmund Freud e membros da família Real.
Mohamed Al-Fayed comprou a loja, em 1985, por 615 milhões de libras e a vendeu por 1,5 bilhões de libras, em maio de 2010, para a Qatar Holding, que é a atual dona da Harrod´s.
Embora não tão famosa quanto seus países vizinhos, como França e Inglaterra, a Bégica é um país com muita personalidade e culturas sociais bem defi nidas. Famosa por seus chocolates, rendas, bordados e pela estátua do Manneken-pis, sua capital, Bruxelas, é o centro político da Europa, onde se tomam grandes decisões mundiais.
Graças a essa característica, um terço de sua população é composta por estrangeiros. No sul, fala-se francês, e, na região norte, o flamengo (derivado do holandês).
O principal endereço e maior atração turística de Bruxelas está na Grand Place, conhecida como Praça do Mercado, onde acontecem os mais importantes eventos da cidade. Aqui estão a prefeitura, o Musée de la Ville, que conta a história da cidade, e prédios históricos remanescentes dos séculos XV e XVI. No centro da praça, o mercado de flores transforma o local em um imenso tapete colorido, e seus restaurantes com mesas ao ar livre garantem um clima romântico e boêmio.
Se a noite merecer um jantar especial, o Manneken, da Rue au Berre, ou o Rose Blanche, na Grand Place, são ótimas opções. E não deixe de provar os frutos do mar, especialidade local. Para acompanhar sua refeição, experimente a forte cerveja belga, como a Palm, lupulada e frutada, de sabor único. Aproveite para se encantar com a iluminação noturna dos principais pontos da cidade, que transforma todo o centro em uma profusão de formas, sombras e ambientes que nos transportam aos séculos passados.
Vale a pena percorrer de ponta a ponta o Boulevard Anspach e a Rue do Midi, que possuem boas lojas e restaurantes. Para comprar as típicas e maravilhosas rendas belgas, uma tradição artesanal que passa de geração a geração, desde a Idade Média, vá à Rue de Bouchers, ou, se tiver mais tempo, até Ghent, cidade natal de Carlos V e onde está o Cordeiro Místico, obra-prima considerada um dos maiores tesouros do mundo, datada do século XV.
Outras duas visitas interessantes são o Mini Europe, um parque temático com réplicas em escala 1:25 dos principais monumentos e pontos importantes da Europa, como a Basilique du Sacré-Coeur, de Paris, Torre de Pisa e o Partenon, de Atenas; e a Boutique do Tintin, personagem famoso dos quadrinhos criado pelo desenhista belga Hergé.
Para deixar seu passeio mais doce, prove os waffl es belgas, com coberturas de caramelo, chocolate ou chantily, acompanhados de frutas ou sorvete: não importa, eles são verdadeiras tentações. Para finalizar, aproveite para levar para casa os famosos chocolates e trufas belgas. Eles fazem jus à fama que têm.
Não deixe de conhecer
Considerado um dos principais cartões postais da cidade, o Atomium é uma colossal escultura, com 102m de altura, composta por nove esferas interligadas por tubos, e sua forma corresponde a de uma molécula cristalizada de ferro ampliada em 165 bilhões de vezes. Essa original obra arquitetônica foi inaugurada, em 1958, para a Exposição Internacional de Bruxelas. A ideia original era destruí-la após o evento, porém, a popularidade alcançada com avisita de cerca de 42 milhões de pessoas e sua singularidade impediram a demolição. Em cada uma das nove esferas, há atrações e exposições audiovisuais. Do ponto mais alto, equivalente a um prédio de 30 andares, tem-se uma fantástica vista de toda a cidade.
Brugge
Situada na região norte da Bélgica, Brugge é uma cidade pequena, porém seu tamanho é inversamente proporcional às descobertas e prazeres que oferece. Não tenha pressa quando passar por ela. Suas ruelas estreitas, canais românticos e torres medievais guardam momentos e histórias mais do que especiais.
Na capela do prédio da prefeitura, um dos mais antigos entre os Países Baixos, construído entre 1376 e 1420, com arquitetura em estilo gótico, está guardado, em uma urna de cristal, um pedaço de tecido com o sangue de Cristo.
Ponto de referência da cidade, a torre medieval de Halletoren é a maior e a mais importante construção de Brugge. Com 88mde altura, foi erguida no século XIII e possui um carrilhão com 47 sinos. Quem se dispuser a subir os 366 degraus da torre vai desfrutar de uma vista completa de toda a cidade.
Graças a seus canais, hoje considerados pequenos, Brugge foi por muito tempo a cidade mais poderosa da Europa, sendo sede, inclusive, da primeira bolsa de valores do mundo.
Um dos passeios mais procurados pelos casais apaixonados é pelo canal Minnewater, que tem a fama de dar sorte aos que atiram moedas em suas águas.
No mercado da Rue Zand, aberto aos sábados, você encontrará produtos artesanais da região, como as rendas e bordados belgas.
Diz uma das lendas que, no final do século XII, o filho de cinco anos de um rico cidadão se perdeu em meio à multidão. Desesperado, seu pai pediu a Karel Buls, protetora da cidade, que o trouxesse de volta, e prometeu que ergueria uma estátua em homenagem ao filho, da maneira como ele fosse encontrado, e que ela seria a mais famosa da Bélgica. O menino teria sido encontrado nu, urinando, na esquina da Rue L’etuve, onde foi erguida sua estátua, o Manneken Pis, tão importante para Bruxelas quanto o Cristo Redentor é para o Rio de Janeiro.
Outra versão conta que o menino seria o filho de um duque, pego urinando em uma árvore, no meio de uma batalha, e sua estátua seria uma simbólica homenagem ao corajoso ato.
No entanto, a pequena estátua de bronze passa a maior parte do ano vestida, e seu acervo de roupas (com mais de duas mil peças) pode ser visto no Musée de la Ville. Segundo dados históricos, a estátua de bronze original, de Jerôme Duquesnoy, foi construída em 1619 e refl etia a necessidade de água fresca potável daquela área.
A fama do menino fazendo xixi causou certa inveja entre as mulheres e, em 1987, foi inaugurada a versão feminina do Manneken Pis, a Janneken Pis. Apesar dos esforços, ela não emplacou a mesma fama do menino.
3º parada – Holanda
É praticamente impossível defi nir a Holanda através de um ícone marcante, como o Big Ben, em Londres, ou a Torre Eiffel, em Paris.
Seu charme e encanto residem justamente na diversidade de atrações, que fazem dela um país cheio de opções para garantir uma experiência colorida e vibrante a todos os tipos de turistas.
Sem dúvida alguma a liberalidade cultural e sexual, que já não são novidade por lá, atraem muitos turistas interessados no binômio sexodrogas.
Mas Amsterdam é muito mais do que o Bairro da Luz Vermelha apelidada de Veneza do Norte, devido a sua abundância de canais (são mais de 100km) e mais de mil pontes, Amsterdam, capital holandesa, é uma mistura de obra de arte e engenharia.
Se, por um lado, o mar trouxe riqueza para a Holanda, no século XVII, quando chegou a dominar a navegação, por outro, esse mesmo mar é motivo de permanente atenção dos holandeses, que têm que controlar as barreiras e diques que mantêm grande parte do território abaixo do nível do mar. É tanta água que pequenas embarcações servem de moradia para muitas pessoas. Os pitorescos moinhos de vento, usados, desde o século XIV, para bombear água das terras abaixo do nível do mar e também para moer trigo e cacau, estão desaparecendo aos poucos, mas continuam sendo um forte atrativo turístico.
Para conhecer melhor o centro de Amsterdam, que tem no coração a estação de trens, caminhe pela avenida Damrak, onde estão hotéis, restaurantes e muitas lojas. Se quiser entrar no clima holandês, alugue uma bicicleta, principal meio de transporte desse povo, um dos mais bonitos e saudáveis da Europa.
Um programa interessante é visitar uma das fábricas de tamancos de madeira perto da capital. Você poderá acompanhar a transformação de simples tocos de madeira nesses ícones da cultura local. Os klompen, como são chamados, mais do que uma tradição, fazem bem à coluna e postura, acreditam os holandeses. Difícil mesmo é conseguir usar um…
Outro processo curioso que pode ser acompanhado de perto, em Amsterdam, é a lapidação de diamantes. Conhecida como Capital dos Diamantes, a cidade abriga as principais empresas de lapidação do planeta.
Se quiser fazer um agrado à sua cara-metade e comprar um anel, um colar, pulseira ou mesmo um bracelete cravado de diamantes, aqui é o lugar certo!
Para os amantes da arte, o Ronda Noturna, de Rembrandt, um dos quadros mais famosos e valiosos do mundo, é garantia de emoção. Ele fica no Rijksmuseum, que também abriga obras de Vemeer, Frans Haals e Jan Steen. Visite também o Van Gogh Museum e o Stedelijk Museum, com obras de Monet e Cézanne, e o Anne Frank Museum, abrigo da garota de 13 anos que viveu escondida por mais de dois anos em um quarto secreto, durante a Segunda Guerra, e relatou as angústias de viver sob o medo e a solidão, em seu diário.
Complete sua maratona com uma visita à Heineken Experience e finalize em um pub degustando um Stampot (purê de batatas com cenoura, cebolas, bacon e salsicha defumada) e Whilst poffertjes (pequenas panquecas cobertas com açúcar), pratos típicos de Amsterdam.
Ah, e não se esqueça de levar para casa os famosos biscoitos de waffl e recheados de caramelo, uma tentação!
Mais da metade da produção mundial de flores é responsabilidade da Holanda. Suas tulipas, famosas mundialmente, podem ser encontradas nos Mercados de Flores, como o que está localizado perto da torre Muntoren. Além da diversidade de flores e cores, seja em sementes ou bulbos, você ainda encontra sachês perfumados para o guarda-roupa e velas aromatizadas.
Se tiver mais tempo, visite os belos campos de tulipas, como o da região de Leiden, ao sul de Amsterdam.
Se tiver mais tempo
Volendam, Marken e Delft
Para quem está de carro e quer conhecer uma típica cidade à beira-mar (e abaixo do nível do mar!), Volendam é uma ótima opção. Fica a menos de uma hora de Amsterdam e atrai centenas de turistas por suas ruas e canais estreitos, casinhas de madeira e grandes janelas que mais parecem de boneca. É costume dos holandeses manterem as imensas janelas abertas para compartilhar sua vida íntima com o mundo
exterior. Eles fazem isso sem a menor cerimônia e até com certo ar exibicionista.
De lá, você pode seguir para Marken, uma pequena vila de pescadores, que outrora viviam isolados e até realizavam casamentos entre si, o que os tornavam mal vistos perante os holandeses. Aproveite para visitar o Marken Museum, antiga casa de pescador que hoje abriga um centro de tradições regionais.
Mas nem só de tamancos e moinhos vive a Holanda. Os queijos holandeses, como o gouda e o edam, são considerados os melhores do mundo – e não é para menos. No caminho para Volendam, mais precisamente em Monnickendam, na The Cheese Farm Jacobs Hoeve, você encontrará queijos de diversos sabores, como o de ervas (o melhor!), com nozes, apimentado etc., além de balas de leite e waffles caramelizados.
Já em Delft, outra cidade típica holandesa, você achará todo tipo da tradicional porcelana azul e branca, introduzida por ceramistas italianos do século XVI. Vale a pena visitar a Oude Kerk, igreja do século XIII que guarda o túmulo do renomado pintor Vermeer, e o Stedelijk Museum Het Prinsenhof, que abriga uma coleção rara de louças antigas, tapeçarias, esculturas medievais e pratarias. Músicos ao ar livre, feiras
de objetos usados e antigos, porcelanas e tecidos são a marca registrada dessa charmosa cidade.
Muitos são os motivos que atraem visitantes de todo o mundo para Amsterdam: negócios, romantismo, turismo e até razões, digamos, menos familiares. de bordéis a museu de sexo, no Red Light District, ou Rossebuurt (Bairro Vermelho), a prostituição e o consumo de drogas leves são legalizados.
Trata-se de um lugar diferente de tudo o que você já viu. De fato, é uma das áreas mais antigas e bonitas da cidade, com todo o charme da arquitetura do século XIV.
A melhor hora para visitar o bairro, sem dúvida alguma, é durante a noite, quando tudo ganha vida. Para os que entendem as drogas e a prostituição apenas como um aspecto humano e realmente apreciam com honestidade, como fazem os holandeses, as apresentações de sexo ao vivo, os peep shows (com cabines de vídeo) e os espetáculos interativos são aventuras a serem descobertas. há uma década, as prostitutas de janela foram legalizadas. Porém, para passear pelo bairro existem algumas regras, como jamais tirar fotos das janelas que estão ocupadas ou fazer piadas ou brincadeiras pejorativas. câmeras e seguranças estarão de olho em você.
Se for consumir drogas, os únicos estabelecimentos autorizados à venda são os coffee shops.
Aproveite o passeio para conhecer o Museu do Sexo, dedicado ao amor carnal, o Museu Erótico e a loja de preservativos Het Gulden Vlies, que também abriga um pequeno museu.
Ah, Paris! Nem mesmo o mau humor característico dos parisienses é capaz de ofuscar o brilho da Cidade da Luz! A harmonia e o charme dessa cidade, ladeada por elegantes prédios, fazem o coração bater mais forte. Aqui, há muito a ser explorado, começando pelo mais famoso dos pontos turísticos, a Torre Eiffel .
Paris é dividida em 20 arrondissements, que são divisões administrativas da cidade. Uma dica é caminhar despretensiosamente por essas regiões para conhecer melhor o modo de vida parisiense.
Começando pelo centro, você encontrará o Arc de Triomphe, que retrata cenas militares como as batalhas napoleônicas de Austerlitz, em 1805. Ali perto, na Avenue Foch, você verá o metro quadrado mais caro da cidade, onde moram os ricos e famosos de Paris.
Caminhando mais um pouco, chegará a mais famosa avenida da cidade, a Champs Elysées. Com quatro quilômetros de extensão, ela liga a parte oeste, onde está o Arc de Triomphe, até a ala leste, na Place de la Concorde, onde, durante a Revolução Francesa, condenados eram executados na guilhotina. Bem arborizada, ela nos remete à Paris de 1667. Nesse boulevard mais charmoso de Paris estão também as lojas mais renomadas da cidade, restaurantes, o Grand Palais e o Petit Palais, erguidos para a Exposição Universal, em 1900.
Se seu interesse for compras, vá até a região da Ópera de Paris, conhecida pelos Grands Magazins e suas lojas que ditam a moda, como o Printemps e Galleries Lafayette. Já na Rue Saint Honoré, rodeada por prédios de fachada uniforme, construídos durante o reinado de Luís XIV, estão as lojas mais sofisticadas e caras da
cidade, como casas de alta costura e perfumarias.
Na Rue de Rivoli, em frente ao Hotel Regina, está a estátua dourada da santa protetora da França, Jeanne d’Arc. Em frente, está um dos mais famosos museus do mundo, o Musée du Louvre. Construído, em 1190, para servir de fortaleza para o rei Filipe Augusto, sofreu várias reformas ao longo dos séculos, enquanto moradia dos monarcas, e, desde 1793, funciona como museu. Sua obra símbolo é a Mona Lisa. Mas a dica aqui é eleger previamente suas prioridades, pois seria preciso mais do que uma semana para apreciar todas as obras. Outros museus que valem a pena serem visitados são o Musée Rodin, que abriga obras como O Beijo e O Pensador, e o Musée Picasso.
Na outra margem do rio Sena, você poderá visitar o complexo de edifícios monumentais, conhecido por Lês Invalides. Encomendada por Luís XVI para abrigar veteranos de guerra, a obra foi concluída em 1676. Hoje, abriga o Hotel dês Invalides e o Musée de l´Armée, um dos mais completos sobre história militar do mundo.
Ele abriga peças desde a Idade da Pedra até a Segunda Guerra Mundial. Ali também está enterrado, em uma cripta, o grande herói de guerra francês, Napoleão Bonaparte.
Impossível dissociar a história de Paris da construção da Catedral de Notre-Dame. Antes mesmo de ela existir, durante a ocupação romana, havia um templo dedicado a Júpiter, neste mesmo local. Mas foi somente no século XII, em 1163, que sua pedra fundamental foi lançada. Foram dois séculos, desde então, até aconclusão da obra-prima que é um dos maiores orgulhos dos franceses.
Em frente à catedral, na Île de la Cité, estão as fundações de Lutecia, a vila que deu origem à Paris, construída antes de Cristo pela tribo celta Parisii.
Para quem gosta de aventuras um pouco mais arrepiantes, aí vão duas sugestões. A primeira é um passeio pelas Catacumbas de Paris. Trata-se de um complexo sistema de túneis e cavernas ladeados por milhões de ossos humanos, com 400km de extensão no subsolo de Paris, resultantes de séculos de exploração de pedreiras.
A segunda é o cemitério Père-Lachaise, onde celebridades como La Fontaine, Jim Morrison, Isadora Duncan, Oscar Wilde, Allan Kardec, Édith Piaf, Honoré de Balzac, entre outros, descansam seus restos mortais.
Dos charmosos boulevards às deliciosas pâtisseries, Paris está cheia de cantinhos a serem descobertos todos os dias.
No alto da colina, junto à igreja de Sacré-Coeur, famosa por abrigar a estátua da Virgem Maria e o Menino (1896), está o boêmio bairro de Montmartre, de onde se tem uma linda vista da cidade. Já no topo da Rue de Steinkerque, você verá um enorme carrossel, como aqueles de parque de diversões, uma paixão nacional francesa. Refúgio de pintores renomados, que lá encontravam inspiração para criar suas obras, Montmartre recebeu esse nome graças aos mártires que ali foram torturados e mortos, por volta do ano 250. Ainda hoje, abriga vários artistas de rua e está cheia de restaurantes charmosos, com suas mesinhas dispostas nas estreitas vielas e lojinhas de souvenirs. É nessa região também que estão as casas noturnas, sex shops e casas de shows eróticos, como o mais refinado e famoso de todos, o Moulin Rouge.
Se tiver mais tempo
Considerado um dos maiores palácios do mundo, o Château de Versailles guarda uma história que mistura emoção, arte, poder, cultura e revolução. Tudo começou com Luís XIII, quando, em 1613, adquiriu um terreno no local, afastado de Paris, para praticar seu esporte preferido, a caça. Mas somente em 1668, já no reinado de seu herdeiro, Luís XIV, que se auto-intitulava o “Rei Sol”, foi que o palácio começou a ser erguido. Trinta mil pessoas chegaram a trabalhar nas obras de Versailles. Durante o reinado de
Luís XV, 20 mil pessoas chegaram a viver na corte, incluindo sua esposa, Maria Leszczynska, e sua amante, Madame de Pompadour, que levou ao palácio um luxo e refinamento até então desconhecidos, organizando grandes festas e pomposos banquetes. No entanto, com a chegada de Luís XVI ao trono, cuja esposa foi a lendária Maria Antonieta, que teria dito ao povo que não tinha pão para comer, “Que comam brioches!”, a glamourosa história de Versailles chega ao fim. Cansados da opressão, em 5 de outubro de 1789, o palácio é invadido pela população e os monarcas destituídos e levados à guilhotina quatro anos depois. É o início da Revolução Francesa. O palácio ficaria praticamente abandonado até 1918, quando o governo e doadores particulares resolvem resgatar sua história e glória. Versailles possui 2.153 janelas, 700 quartos, 67 escadas, 352 chaminés, 1.250 lareiras e 700 hectares de parque com 200 mil árvores e 200 mil flores plantadas a cada ano. Cerca de oito milhões de turistas passam por lá todos os anos.
Torre Eiffel
Hoje é praticamente impossível pensar em Paris sem associá-la ao mais amado e conhecido símbolo da cidade, a Torre Eiffel. Mas nem sempre foi assim.
Inaugurada, em 1889, para as comemorações do Centenário da Revolução Francesa, ela escapou da demolição, em 1909. Na época, sofreu severas críticas da população, que a encarava como um “monstro metálico” arruinando a harmonia arquitetônica da cidade. Até 1931, quando as obras do Empire State Building, em Nova York, foram concluídas, era a edificação mais alta do mundo.
Projetada por Gustave Eiffel, a torre tem 324 metros de altura distribuídos em três andares, pesa 10 mil toneladas, possui 1.665 degraus até o topo e nada menos do que 2,5 milhões de rebites unem sua estrutura. Todos os anos, é visitada por cerca de seis milhões de turistas.
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