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Melissa Rae Mahon

30/12/2011

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All that jazz

Durante a visita da comitiva de atores da Broadway ao Brasil para um petit comitè, em São Paulo, a atriz do musical Chicago, Melissa Rae Mahon, contou à BIANCHINI sobre suas ambições e o começo da carreira na Broadway. Por Thiago Ribeiro

 

Você chegou ao ponto mais alto que um ator poderia almejar: é uma artista da Broadway. Nesse estágio da carreira, é possível sonhar com algo maior?

Primeiramente, sou muito grata por me apresentar nesse nível. Estar na Broadway é prazeroso e uma honra. É muito trabalho. Você não faz a menos que ame muito. Quando se trata de prolongar a carreira, acredito que é preciso saber se reinventar constantemente, porque você pode ficar conhecida por interpretar apenas um papel. É preciso saber fazer várias coisas. Eu estou muito interessada em me tornar diretora e coreógrafa. No meu tempo livre, desenvolvo novos projetos e procuro oportunidades de ser criativa em outras áreas, além da interpretação.

 

Você se lembra da primeira vez que pisou em um palco da Broadway?

Com certeza, lembro! Eu fui muito sortuda. Consegui meu primeiro papel na Broadway, no meu primeiro dia em Nova York. Quando terminei a faculdade, precisei me mudei para NY. Cheguei lá de ônibus e fui morar em um apartamento no Upper East Side. Não conhecia ninguém e tinha medo de pegar o metrô. Era umas 19h30, quando subi os cinco lances de escada do meu prédio e descarreguei minhas malas. Eu queria ir para a Times Square, onde estão todos os musicais da Broadway. Queria sentir a animação e imaginar como seria trabalhar lá! Então, eu fui da rua 85th até a 42nd a pé, porque eu tinha medo de usar o metrô. Quando dobrei uma esquina, esbarrei em um coreógrafo com quem eu tinha trabalhado na faculdade. Ele me perguntou se eu tinha me formado, se estava morando em NY, se já era adulta! (risos) Respondi que sim e que era meu primeiro dia. Ele me pegou pela mão e me levou para conhecer Susan Schulman, que estava dirigindo A Noviça Rebelde, e, assim, consegui meu primeiro trabalho em um espetáculo da Broadway naquela noite. Foi tão cósmico e lindo. Fiquei no espetáculo por um ano e meio trabalhando como assistente de coreografia, participei da tour nacional e ajudava a treinar todas as crianças. O show acabou viajando o mundo inteiro e tudo foi uma benção. Com esse trabalho, pude ver como os espetáculos da Broadway são construídos do zero – uma experiência muito profunda. Isso me ajudou nos futuros trabalhos na Broadway, pois eu sabia como era a dinâmica dos bastidores e tudo que envolve essas produções para transformá-las em mágicas e bem sucedidas. Eu fui muito sortuda!